Perguntas Invasivas

“Eu sou trans.”
“Mas você fez ‘a cirurgia’?”

“É que meu namorado é ace.”
“Mas vocês transam? Como é?”

“Eu sou demissexual.”
“Você se masturba?”

“Eu sou arromântica.”
“Nossa, mas você não ama ninguém?”

“Somos um casal lésbico.”
“Quem é o homem da relação?”

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Festas de Revelação são Transfóbicas

-Deixa as crianças. Não impõe rótulos nelas.
-Então vamos criar as crianças de maneira neutra e livre.
-Não. Eu quero fazer bolo rosa e azul.

A comovente história da pessoa cis perseguida pela minha crítica a festas de revelação de gênero.
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Intersexualidade e Direitos Humanos

As chances são de que, se você conhece uma pessoa ruiva, você conhece uma pessoa intersexo. A ONU indica que entre 0,05% e 1,7% da população é intersexo – as pessoas ruivas caem na parte superior dessa estimativa.
Intersexualidade tem a ver com a anatomia. Define-se quem é intersexo como quem tem:

  1. Genitália ambígua: existe uma diversidade de formações de genitais, como clitóris “grande”, absência do canal vaginal, micropênis, ginecomastia, etc.;
  2. Hormônios atípicos: órgãos produtores de hormônios com formação atípica ou resposta hormonal atípica, como baixa resposta do corpo à testoterona, testículos não-descendentes (mais comuns em bebês prematuros), etc.;
  3. Cromossomos atípicos: XXY (síndrome de Klinefelter), X0 (Síndrome de Turner), etc.

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O preconceito com aces e aros e a bifobia de ontem

Por que aces e aros são parte da comunidade LGBTQIAP+? Por que nos refugiamos nessa comunidade? Bem, as normatividades que nos marginalizam, como o mundo hipersexualizado e a hipervalorização do romance, estão intimamente relacionadas com os preconceitos sofridos por pessoas homossexuais, bi, trans, intersexo, etc. É um binarismo que pode ser descrito como cis-heteronormatividade. Mas há quem não reconheça isso; quem dê desculpas para não dar espaço para aces e aros se expressarem como membros da comunidade LGBTQIAP+. Continue reading “O preconceito com aces e aros e a bifobia de ontem”